Prestes a cometer o maior disparate da minha vida
Algumas horas após o ataque ao Hospital.
Já perto da noite, subi aos pisos mais altos do edifício e estava sozinho num dos últimos pisos e vejo uma quantidade de guerrilheiros, entrincheirados ao redor do edifício do rádio clube de Angola, nas valas de escoamento das chuvas.
Fiquei com a cisma de serem eles os autores da proeza.
Ainda hoje não sei encontrar as palavras certas para expressar o que sentia naquele momento, se raiva, ódio, ou uma salada russa de tudo isto, mas lembro-me de sentir uma louca vontade de fazer vingança.
Rastejei até á ponta da aba da varanda, coloquei a G3 em posição de rajada e tive prestes a cometer o maior disparate da minha vida, mas algo aconteceu para meu bem e de toda a malta presente que me fez mudar de ideia e recolher-me para dentro do edifício, mas não tem conta as vezes que ao longo de todos estes anos que pensei neste momento.
O edifico do Rádio Clube de Angola, ocupado pelo MOLA.

Podemos ver que este edifício também já tinha sido atingido por algumas rocketadas.
